quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Quem quer PÃO?

Não poderia começar esse post sem comentar que depois do que foi apresentado pelo Diogo na última quinta feira, nossa missão aqui no blog ficou complicada, mas o show must go on e hoje vou contar sobre um lugar que conheci em São Paulo com um conceito super legal. Estavamos eu, a Ale, o Titi e o Diogo, fomos conferir uma padaria pra lá de interessante, a PÃO (padaria artesanal orgânica), piro com esse nome, sei lá me diverte, sabe?!


O lugar é bem pequenininho, com apenas três mesas encostadas na parede e um enorme balcão com os produtos a mostra e um cheiro de pão que faz com que não consigamos raciocinar direito, "intoxica" de um jeito que tudo que se quer é provar um pedaço de cada um, sair para pegar um ar, voltar e começar tudo de novo.

Como havíamos almoçado não fazia muito tempo a recomendação da Ale, que mora ali pertinho e já chama todo mundo pelo nome, foi para provarmos um pouco de cada coisa e para levarmos uns pães para comermos mais tarde. O primeiro foi o Gougére, um "pão de queijo" estilo Francês com tomilho e pimenta rosa.


Numa onda mais doce, dividi com o Diogo uma torta de chocolate que de tão boa não consigo lembrar o nome, só o gosto. Então grava bem a carinha da moça na foto, que eu aposto que quando você der de cara com uma dessas vai reconhecer na hora.


Enquanto isso a Ale e o Titi saboreavam um bombom de coco, cacau e mel (sem açúcar), pelo silencio dos dois parecia estar bem bom também, mas como meu foco ali era "jornalístico" tratei logo de pedir um para poder contar aqui e entendi o motivo do silencio. Era delicioso.


Ainda com espaço para mais, uma parada para um café espresso e, por que não, já que estávamos ali mesmo, um Cookie com gotas de chocolate e flocos de quinua. Simplesmente maravilhosa, bem do jeito que eu gosto, crocante por fora, mas meio molhadinha por fora e recém saída do forno.

No cardápio eles ainda oferecem variedades de sanduíches e salgados e servem café da manhã a qualquer hora do dia, o que eu acho um luxo, porque é uma das minhas refeições favoritas, junto com o almoço e o jantar, claro. Antes de irmos embora, eu ainda coloquei em pratica uma habilidade já conhecida, a minha cara de pau. Eis que tinha uma senhora sentada bem perto da nossa mesa, comendo um negócio que parecia estar ótimo, mas eu não conseguiria comer tudo e queria só provar mesmo, daí puxo uma cadeira, sento na frente da simpática senhora e peço um pedaço do Cake Aux Olives (bolo de azeitonas com azeite extra virgem e vinho branco), ela, muito gentil, não só me da um pedaço, como não se importa nem em dividir o garfo, não tenho foto dessa maravilha, até porque, pedir comida para estranhos, tudo bem, mas fotografar seria muita cara de pau. Pagamos uns 30 reais e fomos embora praticamente rolando depois de tudo isso.


PÃO
Bella Cintra, 1618
Jardins
(11) 3384 6900
Cartões: Visa e Master
www.padariaartesanal.org

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Roberta Sudbrack, Obrigado!

Tava pensando aqui... como bom gaúcho que sou, poderia muito bem começar esse texto dizendo que "a melhor chef do Brasil é a gaúcha Roberta Sudbrack". Seria legal né? Mas não, isso todo o mundo sabe. E aí vem um dos textos mais complicados de fazer da minha vida. Portanto, se não estiver com muita paciência pra ler, nem num momento de aguentar rasgação de seda, volta pro twitter e vem com mais calma depois. Digo isso porque fui ao RJ finde passado com a minha fiel escudeira e parceira pra todas as horas, a Rê, especialmente para jantar na Roberta Sudbrack. Missão oficial mesmo.
Chegou um momento em que eu estava até meio nervoso em função da dimensão toda do negócio, e da expectativa que acabei criando, com medo de dar com os burros n'água e rasgar dinheiro.
Mas foi só até a bola rolar, porque no momento em que sentamos, a equipe já nos desarmou, nos chamavam pelo nome e trataram de nos tranquilizar. Ó, e vou dizer: nunca na minha vida eu vi um ballet tão sincronizado, e uma equipe tão educada e sorridente. Vontade de virar amigo, manja?
Aí, quando pensamos em passar os olhos no menu, desembarca um tartare de abóbora que parece que foi puxado na máquina de tão perfeitos que eram os quadradinhos. O toque do gengibre no fundinho me ganhou.
Passado esse momento, erguemos o cardápio novamente na tentativa de finalmente tentar escolher o nosso menu, mas o Paulinho (o garçom da nossa mesa) nos surpreende mais uma vez com uma polentinha com foie gras. Juro que não saberia dizer o quanto isso mexeu comigo. Ela é absolutamente consistente e crocante por fora, e cremosa na medida certa por dentro. Enche uma cumbuca só dessa polentinha e coloca no meu colo pra ver quanto tempo dura.
Última tentativa: "pega o cardápio rápido aí meu amor, pra gente escolher o que vamos comer antes que seja tarde de m"... pronto, não deu tempo nem de concluir a frase, porque fomos "importunados" pela delicadeza de um aspargo solitário em caramelo picante. Mas daí criei uma estratégia, falei pra Rê não terminar o prato enquanto o Paulinho não aparecesse. Pô, eu preciso perguntar pra ele o que estava acontecendo! Mas ele não aparecia. Até que, quando demos a última garfadinha na melhor parte do aspargo, ele deu as caras na porta.
Pensei na hora: é pegadinha do malandro, querem nos derrubar, Jesus! Alto lá Paulinho, a gente só quer saber se vamos ter a chance de escolher, porque não pára de vir coisa na mesa e eu to com medo de não ter dinheiro pra pagar isso tudo! Ele disse que a chef havia preparado um menu especial para nós, e que os pratos seriam surpresa. Daí ele seguiu falando só que quando soltou esse pan con tomate, gema e jamón na minha frente, eu parei de ouví-lo. Sabe quando o Homer Simpson só vê a boca da pessoa se mexer, mas não ouve nada? Sorte que peguei o desfecho, que foi "a chef recomenda que vocês ponham na boca tudo de uma vez por causa da gema". Unbeliveble!
Tá, recapitulando: a chef havia preparado um menu especial pro casal. Show. Mas quanto custaria isso, Cristo? Pior é que eles não aceitavam Visa, só MasterCard. Pronto, ferrou, deu pra minha bolinha. Vamos embora agora. Daí a Rê, do alto da sua genialidade, disse: "meu amor, estás parecendo o teu pai, que fica tenso as vezes e não curte as coisas. Relaxa, deixa pra se preocupar com isso no final e aproveita o quiabinho defumado em camarão semicozido que acabou de chegar". Amém.
Não sei se ela estava coberta de razão e eu passei a ficar mais tranquilo depois disso, curtindo mais ainda a experiência, ou se a chef começou seus golpes de misericórdia justamente a partir desse momento. Porque, servir um lagostim em lâminas de chuchu e leite de amendoim assim, desavisadamente, é tortura. Com requintes de crueldade. Tá entre as coisas mais fantásticas que eu já provei em toda a minha vida. E olha só: lagostim, amendoim e chuchu. Trivial. Mas a chef consegue transformar isso, o essencial, em algo indescritível. Não há nada em excesso no prato, somente o necessário.
Neste exato momento, lembrei que as fotos não eram tudo na minha vida. Precisava da descrição dos pratos, senão jamais me lembraria do nome e sobrenome deles, tadinhos. Dei um tapa na minha testa na hora. Chamei o Paulinho. Contei o problema. E ele respondeu que "estamos anotando tudo para vocês, não se preocupem. Desfrutem tranquilamente do jantar". Mestre! Garfeei com tanta vontade esse pargo em vinagrete crocante com maxixe que... nossa. Percebe aí novamente um elemento trivial, e rebaixado pra terceira divisão, por muitos: o maxixe.
Toquei as nuvens no momento em que chegou à mesa esses raviólis de abobrinha defumada, sementes e peperoncino. Quase chorei, juro. Imagina que ridículo seria a Rê me consolando e eu aos prantos na mesa, raspando cada vestígio do ravióli no meu prato. Sério, foi quase assim.
Bom, sensacional. Jantar maravilhoso, inexplicável. Nada se comparava a essa nossa experiência. Poxa vida, mesmo depois de tanta expectativa, de ir de Porto Alegre ao RJ, gastar uma grana com hotel no Leblon, taxi, etc e tal, havia valido a pena. Me dá um café e a conta, Paulinho! Nada, ele chega na mesa com um sorriso maroto e larga o seguinte: "agora o prato principal". Que mané prato principal, tá louco Paulinho? Quer dizer que esse é o nono prato da noite e o chamas de "principal"? Bom, então, porquinho de leite assado em "baixa temperatura caseira", queria dizer que eu te amo!
Ele estava absurdamente crocante por fora, macio por dentro, cortava com o garfo e espalhava seu perfume por todo o salão. Servir leitãozinho pra gaúcho é uma responsa do tamanho do mundo. Mesmo assim, nos ajoelhamos à ele. E às batatinhas croustillante na simplicidade de uma tigela com papel personalizado. E não pense que é ostentação, deslumbramento, arrogância ou qualquer outra coisa do tipo, para virem envoltas nesse papel com o logo da chef. Isso se chama bom gosto.
Bom, depois desse prato principal, me dá um cházinho e a conta, porque eu vou dormir até o natal agora. Nada. Tive tempo de fuxicar no telefone, e notei que a chef havia dito no twitter que estavam tentando nos ganhar no cansaço. Ainda bem que teve gente que conhece esse gado, e respondeu pra ela que pra nos derrubar, precisa de muito feijão. Tasca esse queijinho da colônia e essa broa de milho caseira aí então, pra eles verem com quem estão lidando. Rá!
Nesse momento me lembrei do Diego. Se ele estivesse comigo e com a Rê, arrancaria o pouco que ainda tem de cabelo ao ver esse sorbet de goiaba do pé do vizinho. Prefiro fazer 10 segundos de silêncio para que vocês fixem os olhos na foto e tentem absorver um pouco do que sentimos à cada colherada.
Toma mais essa então: canelone de maçã e farinha de pistache. Ei chef, como é o nome daquele caldinho ai no fundo do prato? É mágico, viu? Quero um balde desses. Tem como mandar por sedex 10 aqui pra casa? Gracias.
Chega! Não dá mais. Tava mais do que inesquecível. Daí a Constance Escobar twitta pra gente que se a chef servisse um tal de chocolate amargo e pele de leite, era pra se atirar sem paraquedas do avião, de tão absurdamente, fantasticamente irrefutável. Aí procurei um chocolate amargo com pele de leite aí. Comi um por um. Uhm, não tinha, estranho... E olha que provei todos pra ver se não tinha mesmo.
Arrá, tá aqui ele. Nome completo e sobrenome: consomé de chocolate amargo, pele de leite e rapadura. Sabe assim, o paraíso? Pois é, lá no paraíso só servem consomé de chocolate amargo, pele de leite e rapadura. Tenho certeza. Absoluta. Simples assim.
Nesse momento, eu já estava fazendo declarações de amor pra chef no twitter, e a Beta Malta, que é local do pico, concordava com cada vírgula minha. Notei que não estávamos sozinhos nesse barco, e que nenhuma, nenhuminha das nossas conclusões estavam sendo precipitadas. Ou então, na pior das hipóteses, teriamos milhares de exagerados como nós. Isso me deixa mais tranquilo. Ainda mais depois desse movimento misericordioso: brigadeirinhos feitos na hora, deitados em delicadas colheres. Cara, pára o mundo que eu quero descer.
Aí acontece o seguinte... semanas atrás, na Semana da MesaSP promovida pela Prazeres da Mesa, ouvimos o chef italiano Carlo Cracco soltar uma pérola que nunca tinha me dado conta. Ele comentou que o jantar inesquecível é aquele que, mesmo depois de acordar no dia seguinte, seguimos tendo lembranças inesquecíveis e prazerosas. Qualquer opinião que for emitida sobre um jantar no momento seguinte a sua conclusão é uma opinião viciada e ainda influenciada pelo ocorrido. E te digo, Roberta Sudbrack, do alto da minha leviana e rasa experiência por esses rincões de meu Deus, que guardarei essa experiência no fundo do meu coração, pra sempre. As imagens desses pratos teimam em permanecer vivas na minha retina. Não só na minha, pelo jeito...
Por tudo isso que o susto da conta nem foi tão grande, porque não há ser-humano nessa terra capaz de dizer o que é caro e o que é barato numa hora dessas. É tudo muito relativo e depende do ponto de vista. Por isso que eu digo esses 220 reais por pessoa que gastamos nessa noite estão entre os reais mais bem investidos da minha vida. É troco.


Roberta Sudbrack
Av. Lineu de Paula Machado, 916 - Jardim Botânico
Rio de Janeiro/RJ
Fone: (21) 3874.0139
www.robertasudbrack.com.br
Somente MasterCard
Localização no mapa

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Gelato Crawl, um Tour Gelado por Como

Primeiro foi o Pub Crawl. Depois, este blog se meteu a fazer um Tourist Crawl. Depois de criar um novo blog só de sorvetes, decidi que tinha chegado a hora de um Gelato Crawl. Quando chegamos em Como, Peretti e eu decidimos provar todo e qualquer sorvete que cruzasse o nosso caminho. O primeiro que apareceu foi este de Fior di Latte já postado anteriormente aqui.
Começamos o tour pela cidade na Gelateria Lariana. Bem movimentada, tem um astral irado pois fica em frente ao lago.
Lá, provamos três sabores no copinho. Primeiro o Tiramissu, que tinha uns pedacinhos de biscoito desnecessários, mas quer era bem cremoso. Logo após um Baccio, ou seja, chocolate com pedacinhos de chocolate. Por fim, fiquei curioso com o tal do Crema Fiorentina que tinha por todo o lugar. Era um sorvete de baunilha só que com um gosto bem mais cítrico.
“Prossima fermata”? Gelateria Cavour, situada numa das principais praças da cidade.
Ali provei um dos melhores do dia. Pannacotta. Simplesmente incrível e cremoso como nenhum outro. Também experimentei o de Stracciatella, o flocos deles.
Mais um? Ahan. Bora pra Gelateria Vanilla, que fica no centro histórico de Como.
O de Cioccolato Fondiente era forte e marcante. E o de Amarena era espetacular. Consiste tipo num creme com black cherry. Demais!
Terminou? Tssss. Nada. Num jantar cascorado que tivemos no Il Tigli al Lago, restaurante que vem na sequência pra este blog, provamos mais 3 maravilhas. A primeira sobremesa foi do Peretti. Sorvete de canela com calda de baunilha, figos, lamponi (um tipo de cereja) e rama de chocolate.
Eu resolvi experimentar um lance mais leve e provei os sorbets. Eram 3 sabores: laranja, limão e pomelo. Eu não sou o maior fã do mundo de sorbets, mas tava bom.
Quando eu pensei que já tinha terminado, me deparei com mais uma delícia da carta. Gelato com infusão de chá vermelho. Cada colherada era um suspiro e uma pergunta. Como assim? Existe isso mesmo?
O dia começou e acabou refrescante. E o melhor é que no outro dia, outros gelatos nos esperavam.

Trattoria del Cacciatore
Via Alessandro Manzoni, 22
22034 Brunate – Como – Italia
(031) 220012

Gelateria Lariana
Lungo Lario Trento,5
22100 Como - Itália
(+39 031) 266.388

Gelateria Cavour
Piazza Cavour
Como - Itália

Gelateria Vanilla
Centro Histórico – Como - Itália

Il Tigli al Lago
Via Coloniola
4422100 Como - Italia
(+39 031) 301.334

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Vida Saudável no Suco Bagaço

Final de ano chegando e só agora começamos a nos preocupar com nossos corpitchos. Não que eu tenha tomado vergonha na cara e começado uma dieta, mas também é possível comer bem e saudável ao mesmo tempo, acreditem! E foi exatamente essa a proposta da Ale na minha última visita a São Paulo: pensamento natureba. E lá fomos nós conferir as saladas e sucos do Suco Bagaço.
O esquema é bem simples, com mesinhas na rua e poucos lugares no interior da loja - me pareceu uma proposta bem verão - ideal para uma refeição rápida e agradável. Nós (como vocês já devem ter visto na foto acima) sentamos nas mesinhas da rua e "montamos" nossos pedidos.
Para quem não entendeu o "montamos nossos pedidos", eu explico: é que você chega lá e recebe um tipo de ficha com as opções dos ingredientes para montar sua salada ou seu sanduíche, tudo ao gosto do freguês. Alá as amigas montando minha saladinha.
A primeira salada a ficar pronta foi a minha e veio servida em uma tigela enorme e com tudo muito fresco. Pedi uma salada de atum com folhas verdes, queijo branco, cenoura e molho de queijo. Deliciosa!
Logo depois veio o prato do Diogo, que fez uma combinação interessante de folhas verdes, tomate, cenoura, queijo branco e salmão defumado. Tudo isso regado com muito azeite de oliva.
O Titi que já frequenta o lugar e provou quase o cardápio todo, foi numa salada de rúcula, azeitona, croutons, queijo branco e peito de peru.
A Ale repetiu o clássico inventado por ela, composto por: rúcula, queijo branco, croutons, atum e azeite de oliva. Ela foi a mais rápida a terminar e ficou de olho nos nossos pratos, mas eu fiquei bem grudada na minha salada e livrei a pobre dos olhos gulosos da nossa loira perna oca.
Todos pedimos suco para acompanhar o almoço e acabamos fazendo pedidos bem tradicionais, mas palmas para suco de acerola, morango e laranja do Diogo. Uma delicia!
Por fim, já devidamente alimentados, saímos muito satisfeitos com nosso almoço light. Preciso dizer que depois de uma breve caminhada fizemos um pit stop um pouco mais calórico, mas essa história eu conto outro dia. Por hora só posso dizer que estou me sentindo muito saúdavel em lembrar desse dia. Beijos!


Suco Bagaço
Rua Haddock Lobo, 1483
Cartões: Visa e MasterCard
Preço Médio por pessoa: 18 reais
Fone: 08007726996
www.sucobagaco.com.br

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Um Dia de Turista na KaDeWe em Berlim

Sabe que eu achei muito estranho quando, todo o mundo que já tinha ido a Berlim, recomendava fortemente uma visitinha à KaDeWe, uma das maiores lojas de departamento da Europa e que tem uma carga histórica muito grande.
Mas daí, até mesmo pessoas confiáveis e que têm mais ou menos os mesmos hábitos e rotinas de viagem que eu, passaram a recomendar a KaDeWe também. Principalmente o sexto andar, totalmente dedicado à gastronomia, e com especiarias e produtos dos mais variados tipos. Bom, compras eu não vou fazer, mas quem sabe alguma coisinha no gourmet floor eu consiga pescar né?
E realmente é o que dizem, preciso dar a mão à palmatória e concordar. Ok, até os andares lá de baixo eu discordo um pouco, porque tudo o que é CD, Armani, LV, Prada, Hermés, CH e etc a gente acha nas lojas de rua e é bem mais divertido. Agora, cenas como essa da foto abaixo são raras mesmo.
Tá, tem pra todos os gostos né. Daí a gente acaba passando por um que outro ambiente como esse. Mas é legal, é válido e ó, não dá pra entender como os preços praticados aqui no Brasil são tão maiores do que lá. E dizer que é em função da proximidade da França com a Alemanha é mentira (até porque eles nem se gostam muito, hehe), porque tinha muito vinho argentino e chileno lá por preços beeeeem mais legais que aqui.
Vai um peixe fresco aí? É tudo assim, tem a lojinha de peixes nórdicos, de pescados mediterrâneos, de frutos do mar do pacífico... Assim como também tem a lojinha de produtos indianos, de produtos vietnamitas, de especiarias chinesas e de chás da amazônia. Cheguei a pensar, inclusive, que desse jeito até eu conseguiria fazer um mega jantar na minha casa, tendo acesso a todo esse tipo de coisa de primeira linha. Mas não é bem assim!
Aí passamos pelo bistrô do Paul Bocuse, uma lenda das panelas. Cogitei almoçar ali, mas comparando o tamanho da nossa fome com o preço dos pratos, o estrago ia ser bem maior do que o que a minha mãe já tinha feito no andar dos perfumes.
Preferimos uma coisa mais tradiça, que passasse o conceito do país em questão mesmo. Vamos às salsichas, chucrutes e saladas de batata. Só pra constar: em absolutamente todas as lojinhas e banquinhas, sempre havia no mínimo um japonês.
Cerveja? Três, por favor. Mas a cerveja não era alemã. Fugimos à regra e, pra começar a entrar no clima da sequencia da viagem, pedimos a Pilsner Urquell, considerada a melhor cerveja do mundo, produzida na República Tcheca.
Meus pais fizeram pedidos idênticos: berliner currywurst com salada de batata (eu sei falar "salada de batata" em alemão, mas não sei escrever... é algo do tipo kartoffelsalat, mas não arriscaria escrever aqui).
Eu tava em dúvida entre a berliner currywurst e a münchener weisswurst. Sabe o que eu fiz? Pedi as duas, até porque cada uma custava pouco mais de dois euros. E pra acompanhar, um chucrute. A mostarda picante é presença marcante em todos os pratos.
Sobremesa? Vamos fazer o seguinte, dar uma passadinha ali pelo Lenôtre e comer um doce. Pode ser?
Aí pegamos dois macarrons: um de morango e outro de chocolate. É a perfeição em forma de macarron, pra dizer o mínimo.
Mas estávamos em três, então todos deveriam ter cada um sua sobremesa. Daí pedi também um souflé glace grand manier. Não sei explicar o quão maravilhoso foi isso. Só sei que pedi mais um depois, pra ver se era tudo verdade mesmo.
Pois é, o pessoal tinha razão mesmo. Vale a pena reservar uma manhã e curtir a KaDeWe, em Berlim. Pero mantenga la distancia de algumas coisas, senão você irá a falência, tamanha é a tentação. Pra comer, nem tanto, gastamos uns 15 euros no almoço com as cervejas, e mais uns 10 euros na sobremesa. Justo, justíssimo.


KaDeWe
Tauentzienstrasse, 21-24 - 10789
Kaufhaus des Westens
Berlim
Fone: +49 (0) 30 21 210
www.kadewe.de

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Trattoria del Cacciatore, a Itália Como Eu Nunca Tinha Visto

Tudo que eu sabia sobre Como é que tinha um lago lá. Mas algo me dizia que eu devia ir pra lá. Foi o melhor feeling que eu já tive na vida. Simplesmente me apaixonei pelo lugar. Moraria lá fácil.
Estive lá com meu amigo quase italiano Peretti e lá pelas tantas descobrimos que numa ponta do lago tinha um funicular que levava ao topo do morro.
No ponto final, além dessa vista bizarra aí da foto acima, a gente se surpreendeu mais uma vez com ruelas bucólicas. Não, não era um filme, era real.
Depois de caminhar por tudo, topamos com uma plaquinha instigante entre duas casas. Trattoria Del Cacciatore lia-se nela. Será? Um restaura escondido assim?
Entramos ali e vimos uma parreira no alto da escada. Boraaaaaaaa!
No restaurante, só nós e uma mesa com uma família de italianos. Ali, eu senti como nunca que estava vivendo o melhor do lifestyle italiano. Nem inglês eles entendiam.
E se é Itália mesmo, tem que ter vinho. Pedi uma jarrinha com o vinho da casa sem medo de ser feliz.
Até fui bisbilhotar o ambiente interno, que era bonito e tal, mas...Com aquele dia e aquele astral, nem se comparava com a mesa na varanda.
Então, veio o sublime momento em que o garçom começou a trazer as “entradas”. E vou relatar exatamente na ordem que ele foi largando na mesa. Pão italiano quentinho...
Olio Extra Vergine di Oliva...
Presunto cru, copa e salame...
Berinjelas e pimentões maravilhosamente temperados...
E uma bresaola com cogumelos. Quando eu vi tudo aquilo servido, fiquei meio nervoso. Me belisquei. Me arrepiei. E proferi a frase um tanto provocadora do meu grande amigo Rafael Conceição: “eu não preciso de muito pra ser feliz”.
Fica melhor? Fica sim! Como prato principal comi essa carne que se desmanchava sem faca, coberta por um molho de vinho tinto e ervas aromáticas, acompanhado por uma das polentas mais estupidamente sensacionais que eu já comi na vida.
O ruivo Perettão chamou bem também numa carne com molho de funghi e a mesma polenta temperada.
A única sobremesa que tinha era um sorvete. Olha pra quem eles foram dizer isso. Pedi um pra provar. O Peretti me explicou que o sabor oferecido, Fior di Latte, é o mais simples e clássico deles. É bem levinho e refrescante.
Eu não queria ir embora dali por nada no mundo. Nem do restaurante, nem da cidade. Mas lá pelas tantas foi necessário se mandar. Pagamos 30 euros por pessoa e demos o arrivederci mais difícil da viagem até ali.

Trattoria del Cacciatore
Via Alessandro Manzoni, 22
22034 Brunate – Como – Italia
(031) 220012
Localização no Mapa

A Deliciosa Massa da Xãn

Faz tempo que não damos uma dica nessa seção do blog, Destemperados at Home. E é com muito prazer que eu mostro hoje uma receita mais que especial da minha amiga Ale, que está morando em São Paulo e me recebeu muitíssimo bem na semana passada. Antes de sabermos qual seria o cardápio da noite, um aperitivo para enganar a fome, um delicioso Pão de centeio com nozes e queijo camembert.

Claro, regado a várias taças de vinho tinto. Não lembro bem qual foi a ordem da nossa degustação, mas as opções eram essas:

Estávamos o Titi e eu hospedados no apartamento da Ale e fomos brindados com um jantar delicioso, um Spaghetti, que segundo a nossa anfitriã, não tem nome e por isso eu acabei de batizar como Massa da Xãn (espaço reservado para piadinha interna). Esse foi o clima que ela armou.

Essa receita ela trouxe de uma viagem à Austrália e gostou tanto que resolveu repetir, cobaias a postos, papel e caneta na mão, vamos aos ingredientes:

- 1 cebola média;
- 300 gramas de tomate cereja;
- 1 vidro de tomate seco;
- 1 maço de manjericão fresco;
- 80 gramas de azeitonas pretas;
- 80 gramas de azeitonas verdes;
- 50 ml de vinho tinto;
- 500 gramas de spaguetti integral;

Modo de preparo:

Com os ingredientes devidamente picados, em uma panela, aqueça um fio de azeite de oliva e frite a cebola até dourar. Acrescente o vinho e cozinhe até evaporar o álcool. Adicione o tomate seco e cozinhe até a consistência ficar mais mole (isso deve demorar cerca de quatro minutos). Feito isso, coloque os dois tipos de azeitona e deixe cozinhar por um minuto para que os sabores se misturem. Acrescente o tomate cereja e cozinhe por três minutos. Agora é o momento de provar e acertar o sal. Desligue o fogo e jogue o manjericão fresco, misture rapidamente e o molho está pronto.

Cozinhe a massa em uma panela grande com quatro litros de água fervente, escorra bem e jogue o molho ainda quente, certifique-se que o molho esteja bem misturado e sirva. Um pouco de queijo ralado de boa qualidade é sempre uma ótima pedida para dar aquele toque final. Nesse caso, usamos o queijo tipo grana que é mais salgadinho.

A dica é começar o preparo do molho no momento que colocar a massa para cozinhar, isso deve levar uns 10 minutos e os dois ficam prontos quase que ao mesmo tempo, segundo nossa chef de plantão. Essa é a maneira correta de executar a receita. Eu que não sou boba vou fazer como ela mandou, até porque provei e aprovei, tudo estava incrível. Entre uma garfada e outra notei essa frase que ela tem em uma das paredes do apartamento e tive que registrar.

Olha, se ela estava querendo dizer alguma coisa sobre os dotes culinários eu não sei , mas que provou ter bom gosto e muito talento, isso ela fez!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Pastis New York, Ótima Opção em Meatpacking District

Uma das pessoas mais atuantes aqui nesse espaço é a Rê, minha namorada e senhora destemperada desde o nascimento do blog. Ela já é tão destemperada que nem se importa mais de sair pra jantar comigo e ver o sorvete derreter enquanto eu acerto o foco da máquina. Acostumada com isso, fez uma trip muito show pelos states com um grupo de lindas mulheres e voltou cheio de dicas!

O Pastis era sempre uma figura muito presente entre as reportagens e dicas que li sobre NYC. É dos mesmos donos do Balthazar, um bistrô maravilhoso que fica no SoHo, que inclusive já foi citado aqui no blog pela Fer Tissot.Mas ficamos super animadas porque vimos que o Pastis fica em Meatpacking District, um bairro super da moda agora, e cheio de coisas legais pra fazer. Então, fomos lá aproveitar o bairro e essa super dica.O Pastis é o lugar ideal para sentar, descançar, aperetivar e bebericar alguma coisa com as amigas, entre um "compromisso" e outro. É bochichado e cheio de gente legal, o que faz a gente se sentir como uma new yorker.Chegamos ali prontas para pedir uma saladinha. E só. Mas foi impossível quando nos deparamos com um cardápio cheio de delicias como esse, o que já era de se esperar!
Mas a Gica se comportou muito bem e ficou na saladinha de folhas verdes. Muito bem, mas pouco inspirador né Gica!
A mãe da Gica ousou um pouco mais e fisgou uma salada com queijos e tomatinhos cereja. O exemplo materno é sempre digno de aplausos.
Minha mãe e eu copiamos o pedido da mesa ao lado e dividimos um delicioso Steak Frites. O steak era tão grande, e as frites eram tantas, que dariam pra mais uma pessoa comer, tranquilamente!

Mas o destaque da partida foi a Pri, que também copiou o pessoal da mesa ao lado e devorou num já um Steak Sandwich com uma porção de batatinha frita que era, no mínimo, muito fotogênica!

O único problema do Pastis não é a conta, que foi de 27 dólares por pessoa. E sim a ansiedade de saber que infelizmente não podemos marcar muito o ponto porque tem toda uma Nova York nos esperando do lado de fora para conhecer.

Pastis
9 Ninth Ave. (Little W. 12th St.)
Manhattan, NY 10014
Fone: +1 (212) 929 4844
www.pastisny.com
Localização no mapa

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Heineken Experience + Caffé Esprit + Australian Homemade! What a Day!

Sabe como você tem certeza que o dia vai ser daqueles? Quando o café da manhã começa com cerveja! Coisas assim só acontecem em Amsterdam. A primeira parada do dia foi na Heineken Experience.
Mais do que uma drinking experience é uma belíssima branding experience. Os caras começam apresentando a história da marca e logo após já mostram a composição da cerveja.
O lance é tão interessante que o curioso aqui quis saber mais do que deveria até.
Depois de um vídeo bem divertido e movimentado, chega a primeira rodada de cerveja. E num bar em formato de estrela, simpáticas atendentes ensinam a galera a servir corretamente.
Andamos mais um pouquinho e começa uma ala cheia de interatividade. Você pode gravar vídeos num karaokê e enviar para os amigos do outro lado do mundo, tirar fotos, curtir conteúdos multimedia. Um show só!
A minha parte preferida é a parte do futebol. Como patrocinadores da Champions League, mostram desde camisetas autografadas, até lances de jogos emblemáticos e um divertidíssimo pebolim, ou fla-flu pros gaúchos. O Gustavo deve tremer só de ver essa foto. Foram 3 vitórias consecutivas em cima dele.
E o melhor de tudo fica pro fim. Adivinha onde termina o passeio? No bar né! 11 horas da manhã e a galera mandando ver na cerveja.
Saímos dali e demos mais umas voltas pela cidade. Isso até a hora que bateu a fome na little draga Adriana. Quando vimos um café-restaurante com mesinhas na rua, não tivemos dúvidas. Era o Caffé Esprit, da famosa loja européia.
Os prédios desnivelados são uma atração a parte para quem fica ali na rua curtindo o movimento.
O Gustavo seguiu na vibe cerveja e pediu uma Brand Pilsener.
Já a Didi nem piscou e já tinha pedido um Penne a Bolonhesa.
Inferno era o nome da massa que o Gustavo pediu. Ela vinha com molho marsala, cogumelos, cebolas, bacon e parmesão.
Dessa vez a minha pedida foi a melhor. Fui de Salamanca, um penne com espinafre, tomates secos, cogumelos, um tipo de pinhão, molho de tomate e mozzarella gratinada.
Pagamos cerca de 14 euros por cabeça e saímos a caminhar. Mas se engana quem acha que acabou, porque num lance de sorte, topei com a Australian Homemade, uma sorveteria excelente que havia descoberto no A Janela Laranja, blog fundamental para quem vai conhecer a Holanda.
Fiquei hipnotizado pelos sorvetes e chocolates.
Mas foquei nos sorvetes. Pedi dois sabores, belgian chocolate e crunchy macadamia. Simplesmente espetaculares. E por 2,90 euros ainda.

Valeu Marcio! Valeu Amsterdam!

Heineken Experience
Stadhouderskade 78
1072 Amsterdam - Holanda
(+31 20) 5239222
http://www.heinekenexperience.com/
Localização no Mapa

Caffé Esprit
Spui 10-A
1012 WZ Amsterdam - Holanda
(+31 20) 626.3624
http://www.caffeesprit.nl/
Localização no Mapa

Australian Homemade
Spui 5
1012 WX Amsterdam - Holanda
(+31 20) 627.4430
http://www.australianhomemade.com/amsterdam.html

A Maior Fonte de Chocolate do Mundo

A Rê, figura frequente aqui nesse espaço, acabou de voltar de uma viagem por LV e NYC, e nos trouxe algumas coisinhas de lá. Não, não nos trouxe uma fonte de chocolate, mas ela pelo menos fotografou-a!

Em Las Vegas, as coisas realmente são feitas para nos deixar de boca aberta. Entre outras excentricidades e títulos de “maior isso” e “maior aquilo”, existe a maior fonte de chocolate do mundo, registrada pelo Guiness.

É óbvio que nós não poderíamos deixar de conhecer, até porque chocolate é a nossa praia né!

Bom, mas além da fonte de chocolate, o que chama mesmo atenção lá são os doces, crepes e quitutes do chef Jean-Philippe. Um mais lindo e delicioso que o outro.

Ainda por cima, se não bastasse todos esses previews, está localizada no Bellagio, um dos melhores hotéis da cidade, se é que pode se chamar aquilo de hotel. É quase uma cidade, com capacidade para 4 mil hóspedes por dia, que abriga um SPA, um Cirque du Soleil, mais de 20 restaurantes e cafeterias, enfim... Visita obrigatória para quem passar por LV.

Estávamos hospedadas lá, então o JP virou nosso ponto de encontro para um brunch antes de sairmos para bater perna pela cidade.

Para experimentar todas as delícias do lugar, optamos por fazer um pedido grande e compartilharmos. Foram eles: Muffin de Banana, um folhado de maça e um suco de laranja.

Os crepes são uma atração a parte. Tem doce e salgado. Dos salgados, nossa escolha foi o Forest com presunto, ovo, queijo suíço e cogumelos. Dos doces optamos pelo Berry com frutas vermelhas.

Toda essa gostosura por US$ 34 dólares. Foi facinho assim que virou nosso pit-stop pra qualquer hora!


Bellagio Hotel
3600 Las Vegas Blvd South - Las Vegas

Fone: 702.693.7111
Todos os cartões
http://www.bellagio.com/